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Calculadora de custo por hora para advogados

Informe os custos fixos, o pró-labore desejado e as horas que o escritório realmente consegue faturar. A conta aparece passo a passo, para você ver de onde sai cada número.

Aluguel, energia, internet, contabilidade, sistemas, salários da equipe de apoio, marketing e impostos recorrentes.

A retirada mensal que cada advogado quer receber. Entra como custo, não como sobra.

As horas que viram fatura — não as horas trabalhadas. Em geral ficam entre 45% e 65% do expediente.

Aplicada sobre o preço: com 30%, essa fatia do que o cliente paga sobra depois de custos e pró-labore.

Custo por hora (piso)R$ 42.000,00 ÷ 200 h
R$ 210,00
Valor da hora com 30,00% de margemR$ 210,00 ÷ (1 − 30,00%)
R$ 300,00

Passo a passo da conta

1. Custos fixos mensais
R$ 12.000,00
2. Pró-labore totalR$ 15.000,00 × 2 advogado(s)
R$ 30.000,00
3. Custo total mensalcustos fixos + pró-labore total
R$ 42.000,00
4. Horas faturáveis no mês100 h × 2 advogado(s)
200 h
5. Custo por horacusto total ÷ horas faturáveis
R$ 210,00
6. Valor da hora com margemcusto por hora ÷ (1 − margem)
R$ 300,00
7. Lucro por hora vendidavalor da hora − custo por hora
R$ 90,00

No mês, faturando todas as horas

Faturamento só para empatar
R$ 42.000,00
Faturamento no valor sugerido
R$ 60.000,00
Lucro estimado no mêsfaturamento sugerido − custo total mensal
R$ 18.000,00

Por que a hora do escritório custa mais do que parece

A maioria dos escritórios chega ao valor da hora por comparação: pergunta a um colega, olha uma tabela de referência da seccional e adota um número redondo. O problema é que esse número não conhece a sua estrutura. Aluguel, energia, internet, contabilidade, sistema, secretária, estagiário, custas administrativas, plano de saúde, marketing e imposto existem quer o processo ande, quer não ande — e todos precisam ser pagos com as horas faturadas no mês.

A conta começa somando tudo o que sai do caixa todo mês, independentemente de quantas causas entraram: esse é o custo fixo. Em seguida entra o pró-labore, a retirada que cada advogado quer receber. Pró-labore não é lucro nem sobra: é o custo do trabalho do sócio, e tratá-lo como resto é o motivo mais comum de um escritório movimentado terminar o ano sem dinheiro.

Horas trabalhadas não são horas faturáveis

O denominador da conta é onde quase todo mundo erra. Um advogado que trabalha 8 horas por dia tem cerca de 176 horas no mês — mas não fatura 176 horas. Reunião de captação que não fechou, deslocamento, sustentação oral que não é cobrada por hora, gestão do próprio escritório, treinamento, prospecção e a papelada administrativa consomem uma fatia grande do dia. Escritórios organizados costumam faturar entre 45% e 65% das horas trabalhadas.

Divida o custo total pelas horas faturáveis, não pelas horas disponíveis. Se você usa 176 horas quando fatura 100, o custo por hora que você calculou está quase pela metade do real, e cada hora vendida naquele preço tira dinheiro do escritório em vez de trazer. É por isso que a calculadora pede as horas faturáveis por advogado e multiplica pelo número de advogados: o piso da hora é o custo mensal dividido pelas horas que efetivamente viram fatura.

Margem sobre o preço, não sobre o custo

Custo por hora é piso, não preço. Cobrar exatamente o custo significa trabalhar de graça: não sobra nada para reserva, investimento, contratação, período de vacas magras ou a inadimplência que todo escritório tem. A margem é o que transforma o piso em preço.

Um detalhe aritmético muda o resultado: margem de 30% sobre o preço não é o mesmo que somar 30% ao custo. Somando 30% ao custo, a margem real fica em 23%. Por isso a calculadora divide o custo por (1 − margem), que é a fórmula que entrega a margem que você pediu. Com custo de R$ 100 por hora e margem de 30%, o valor da hora é R$ 142,86 — e não R$ 130.

O número que sai daqui é o piso do seu escritório, não o teto do seu serviço. Casos de maior complexidade, urgência, risco ou responsabilidade justificam valor bem acima disso, e a tabela de honorários da seccional da OAB é o mínimo ético da sua região. O que a conta impede é o contrário: descobrir tarde demais que o preço praticado estava abaixo do custo.

O que fazer com o número

Recalcule sempre que a estrutura mudar — contratação, mudança de sala, novo software, reajuste de aluguel. Compare o valor sugerido com o que você cobra hoje: se o praticado estiver abaixo do piso, o problema não se resolve com mais clientes, porque cada cliente novo aumenta o prejuízo. E acompanhe as horas faturáveis reais por um ou dois meses antes de confiar no palpite: quase sempre elas são menores do que a estimativa inicial.

Quer parar de refazer essa conta toda vez?

Deixe seu e-mail e a gente manda o link desta calculadora para você guardar, mais duas mensagens sobre gestão financeira de escritório — competência contra caixa, e o que olhar no fechamento do mês. São três e-mails no total, e você sai da lista quando quiser.

Três e-mails. Sem cobrança e sem repasse do seu endereço.

O custo/hora só é útil se o financeiro for acompanhado

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